Login Espanha Portugal

se nos abraçarmos o futuro é nosso somos diferentes, mas somos irmãos gémeos portugal e espanha a uma só voz serão respeitados portugal e espanha têm riqueza comum para gerir juntos descobrimos o mundo

Actualidade


25 anos sem Zeca Afonso

25 anos sem Zeca Afonso

 

 

Faz hoje 25 anos que o Zeca sucumbiu à doença, deixando-nos - a todo um país - a braços com um legado complexo, a que não foram indiferentes os amigos e admiradores, nem os detratores e adversários políticos. Um legado musical, um vasto campo lírico para além das cantigas, uma atitude na vida, uma personalidade rara de homem íntegro.

Saiu da Glória (Aveiro) para o mundo, e palmilhou-o numa postura interventiva, não se contentando em contemplá-lo. Ousou mudar as coisas, as pessoas, a sociedade. Agarrou a vida pelos cornos e lidou-a com ardor, recusando desgraças e impossíveis.

José Afonso, cidadão, compositor, poeta, cantador, olhou-nos sempre de maneira frontal, convidando-nos a ir em frente, em sobressaltos mas não a medo. Exigente com os outros não mais do que consigo próprio, elevou por diversas vezes o mister das canções a um objetivo sublime.

Primeiro com a canção coimbrã - quando estudante do liceu e da universidade -, de companhia com o Adriano Correia de Oliveira, o Manuel Alegre, o José Niza, o Durval Moreirinhas, o Godinho e outros que desandaram dos fados e guitarradas para criar um movimento espontâneo, mas amadurecido, esboço do que seria, em breve, a canção de intervenção política contra a ditadura, contra a sociedade fascista, policial e castradora.

Grito de revolta a cada disco

Cada disco seu passou a ser um grito de revolta. Onde os mais atentos e insatisfeitos se reviam, e o tomavam como seu. Onde cada letra de denúncia clamando por liberdade correspondia a uma vasta tradição lírica que se queria poesia.

Com um desses poemas, datado de 1964, se dá a senha para desencadear o golpe de Estado de 25 de abril de 1974. Dez anos depois de composta, "Grândola, Vila Morena" passava a hino libertador e a canção que brotava a plenos pulmões de quem saía à rua no espanto da democracia. Zeca Afonso, no entanto, nunca embandeirou em arco.

Ao mesmo tempo que continuava a sua senda independente, intervindo em concertos e sessões de canto livre, recusava condecorações, declinando a Ordem da Liberdade num 10 de junho que já tinha sido dia da raça e nunca chegara a ser verdadeiramente dia dos poetas e do povo. Ainda e uma vez mais, esse era tempo do renovar da música portuguesa, numa influência pressentida de há muito, com ritmos africanos, paisagens sonoras em que conviveu anos a fio.

Das canções de intervenção contra o regime, já desusadas, Zeca passou a enumerar destinos e posturas novas, com o mesmo rigor e a mesma capacidade.

Nunca alguém o comprou, por um lapso de tempo que fosse, nem à sua criação artística. E só a morte viria a calá-lo, nesse incómodo 23 de fevereiro de 1987.
Recorde http://www.youtube.com/watch?v=79i2OuIpZI8&feature=autoplay&list=AVGxdCwVVULXfV8fo_NXy6pdchLSLVUtsk&lf=list_related&playnext=2

 

Fonte: Expresso - 06/08/20


« Voltar

 


 

Bem-vindos ao nosso site

O mPI é um movimento com vista a romper com o sistema instituído, de forma a dar início a uma nova era de esperança e prosperidade em Portugal e Espanha.

Continuar a ler »
Movimento Partido Ibérico
na Imprensa

Inquérito

Portugal e Espanha devem fundar uma organização Ibérica? ?




Inquéritos Anteriores »

2012 © Movimento Partido Ibérico
desenvolvido por: dbest-design